domingo, 28 de fevereiro de 2010

O ilustrador, animador e cineasta norte-americano Tim Burton (à direita)
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Quando o assunto é Tim Burton, qualquer semelhança não é mera coincidência. A temática sombria que acompanha (e fundamenta) todos os seus trabalhos é uma marca registrada; é por ela e pela genialidade de sua narrativa visual que os fãs reconhecem e dão mérito ao artista.
Neste ano de 2010, o CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil) colocou em seu programa a exposição O Estranho Mundo de Tim Burton, que estava fazendo grande sucesso no Museu de Arte Moderna, em Nova York. Soma-se a isso o esperado lançamento do longa Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas) e temos um semestre de Tim Burton.
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A entrada da exposição 'O Estranho Mundo de Tim Burton', em NY
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A Exposição do MoMA traz cerca de 700 relíquias de Burton como projetos de colégio, miniaturas e esboços da adolescência. É contada também a trajetória do autor, suas ilustrações para livros infantis nos anos 70 quando ainda vivia na Califórnia com a família. Desde sempre, Tim Burton tinha fascínio por filmes de terror e ficção científica. Não é difícil, portanto, saber de onde nascem suas ideias espetaculares, retratadas em traços angulosos, exagerados, "tortos" tal como os devaneios da mente humana.
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Há quem diga que Tim Burton é o novo Andy Warhol, o grande mestre da arte pop, sendo tratado como uma grande personalidade da arte contemporânea. Mas comparações à parte, a verdade é que Burton fez seu nome sob uma grande lista de obras de sucesso. Um observador mais atento percebe facilmente a relação que existe entre todas as obras - aparentemente, não são obras separadas que começam e terminam em si mesmas; parecem, ao contrário, partes aleatórias que se juntam e formam um todo, uma arte única, um jeito único de fazer cinema. Essa peculiaridade de doar um pouco de si para seu próprio trabalho e equilibrar a qualidade artística com a eficiência comercial é um talento para poucos. Poucos como Tim.
Evidentemente, seu currículo também apresenta alguns fracassos de crítica e de público, como Batman O Retorno, considerado por muitos a pior adaptação do Homem-morcego para as telonas. Parecia óbvio que um filme que pedia a atmosfera 'dark' cairia bem nas mãos de um cineasta que possuía esta identidade como cartão de visitas. Mas, talvez pelo roteiro ou por alguma outra falha de produção, não se rendeu o tão-esperado.
Hoje, entretanto, Tim Burton é essencialmente muito mais maduro no que tange o cinema e a arte. Consagrado pelo próprio nome (e talvez um pouco pela excentricidade), qualquer material que cai em suas mãos já é motivo suficiente para ser aguardado por inúmeros fãs.
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As mais famosas obras de Tim Burton (em português): Vincent, Frankenweenie, Aladim e a Lampada Maravilhosa, Beetlejuice (Os Fantasmas se Divertem), Batman, Edward Mãos-de-Tesoura, Batman O Retorno, O Estranho Mundo de Jack, Ed Wood, Um Gaiato no Navio, Marte Ataca!, James e o Pêssego Gigante, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, Planeta dos Macacos, Peixe Grande e suas histórias maravilhosas, A Fantástica Fábrica de Chocolate, A Noiva-Cadáver, Sweeney Todd, Acredita Ou Não, 9 - A Salvação, Alice no País das Maravilhas.

Cartazes dos filmes Alice in Wonderland e Big Fish